Em entrevista ao podcast VT Business, o Dr. Anderson Carvalho desmistifica o maior tabu masculino, alerta contra a automedicação com ansiolíticos e explica que a hipersensibilidade na glande exige tratamento clínico especializado.
Atingindo cerca de um terço da população masculina global, a ejaculação precoce permanece como um dos maiores fantasmas nos relacionamentos e na vida íntima dos homens. Durante participação no podcast VT Business, conduzido pelo Denival Bitencourt no portal VTnews, o médico Dr. Anderson Carvalho, da clínica Doctor Man, esclareceu mitos históricos ao demonstrar que a causa primária do distúrbio é de ordem física e orgânica — ligada à hipersensibilidade nervosa genética na glande (cabeça do pênis) —, e não meramente fruto de fraqueza emocional ou ansiedade.
A Ansiedade É Consequência, Não a Causa do Problema
Segundo o especialista, existe um equívoco frequente tanto no senso comum quanto no atendimento clínico geral: cerca de 95% dos pacientes chegam ao consultório convictos de que sofrem apenas de ansiedade. O médico detalha que o estresse psicológico surge como reflexo de sucessivas frustrações e traumas acumulados na cama:
“O momento do ato sexual faz passar um filme na cabeça do camarada: de que não vai dar certo, de que vai terminar antes. Como o homem vai controlar com o cérebro se o problema é físico, se é orgânico, se é lá embaixo?”
— Dr. Anderson Carvalho, médico da clínica Doctor Man.
Essa tensão antecipatória provoca taquicardia severa (aceleração dos batimentos cardíacos) no momento da relação, gerando a falsa impressão, inclusive para a parceira, de que o quadro se resume a nervosismo. Contudo, sem corrigir o limiar físico de sensibilidade peniana, o controle mental torna-se ineficaz.
O Perigo da Automedicação e as “Receitas Milagrosas”
O Dr. Anderson Carvalho fez um alerta enfático contra promessas sem embasamento científico disseminadas na internet, como técnicas caseiras de interrupção masturbatória e o uso indiscriminado de antidepressivos ou ansiolíticos (como sertralina, escitalopram e bupropiona) sem o devido acompanhamento:
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Efeito Colateral Ilusório: O atraso ejaculatório proporcionado por certos psicotrópicos ocorre apenas como um efeito colateral temporário que mascara o sintoma sem tratar a raiz orgânica.
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Risco de Impotência: O uso crônico e inadequado dessas substâncias pode desencadear disfunção erétil secundária severa, agravando o quadro clínico do paciente.
“Ejaculação precoce é a parte da sensibilidade na glande, no pênis, na cabeça do pênis. É o aumento de sensibilidade que alguns determinados homens têm mais do que outros. O ansiolítico não te trata o problema, ele te mascara. Com o passar do tempo, além da ejaculação precoce, o homem começa a ter também um grau de disfunção erétil por conta dos medicamentos.”
Desmistificação e Tratamento Adequado
Compreender a base biológica da ejaculação precoce desonera o homem da culpa individual e combate o estigma de fraqueza psicológica. O diagnóstico preciso, amparado por avaliação médica adequada e condutas terapêuticas direcionadas à regulação da sensibilidade local, possibilita restabelecer o equilíbrio e a qualidade de vida do casal com total segurança clínica.
A entrevista completa com as orientações do Dr. Anderson Carvalho está disponível no canal do VT Business no YouTube.




