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Margareth Buzetti Critica Gestão Fiscal do Governo Federal: “Jogou o Arcabouço no Lixo para Ganhar Eleição”

Candidata ao Senado por Mato Grosso aponta expansão de gastos em ano eleitoral, defende autonomia do Banco Central e prega revisão nos programas de transferência de renda.

A senadora e candidata ao Senado Federal, Margareth Buzetti (PP), fez duras críticas à condução da política econômica e fiscal do governo federal ao analisar os reflexos dos indicadores nacionais sobre a economia de Mato Grosso. Embora tenha destacado a solidez do mercado estadual — que opera com taxas elevadas de empregabilidade e escassez de mão de obra —, Buzetti alertou que a desorganização das contas públicas em nível nacional ameaça a estabilidade e eleva os custos financeiros para toda a sociedade.

“Mato Grosso é uma potência, é um cantinho do Brasil que dá certo. Nós estamos em pleno emprego, falta trabalhador para as funções que a gente oferece. Mas veja: como que você vai fazer uma política econômica se nós jogamos a responsabilidade fiscal no lixo? Jogamos a responsabilidade fiscal no lixo, tá tudo fora do arcabouço fiscal.”

Margareth Buzetti, candidata ao Senado.

Flexibilização Orçamentária, Inflação e Juros

A candidata apontou que a abertura de exceções fiscais com objetivos eleitoreiros pressiona os índices inflacionários e força o Banco Central a manter as taxas de juros em patamares elevados:

“Fizemos uma trabalheira para fazer o arcabouço, hoje tá tudo fora em época de eleição. Então, bilhões e bilhões fora do arcabouço fiscal para ganhar a eleição. Eu fico indignada com isso. Quando você faz isso, você gera juro alto, você gera inflação que corrói o nosso dinheiro, corrói o salário de todos nós.”

Ao avaliar os dados recentes da atividade econômica, Buzetti expressou apreensão com os números do Produto Interno Bruto (PIB), ressaltando a contração na indústria (-1,4%) e nos serviços (-0,6%), que resultaram em recuo de 0,6% no indicador geral.

Autonomia do Banco Central e Reforma em Programas Sociais

Buzetti reforçou seu posicionamento favorável à preservação da independência formal da autoridade monetária para conter pressões inflacionárias e separar as decisões técnicas do ciclo político:

“Eu fui uma das que lutou muito por causa de juro alto para mudar. Eu quero autonomia do Banco Central, sim. Ele tem que ter autonomia para que não se fique interferindo na política econômica, porque o juro é um reflexo do que é feito da política fiscal.”

No campo social, a parlamentar defendeu que as políticas assistenciais devem funcionar exclusivamente como instrumentos temporários de transição social, e não como ocupação permanente que desestimule o ingresso de cidadãos no mercado formal de trabalho:

“Nós temos que ter uma política em que o brasileiro não se sinta feliz e realizado em fazer parte dos bolsões de assistencialismo que o governo oferece. Não pode ser normal isso, tem que ser uma porta de ajuda para ele, mas não que ele faça disso um meio de vida, e é o que está acontecendo. Nós temos que enfrentar esse problema, tem que mudar tudo.”

O portal VTnews segue acompanhando as sabatinas, entrevistas e posicionamentos dos candidatos ao Senado e ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026.

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